quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A droga já virou Epidemia...

"Droga já virou epidemia"


ENTREVISTA JOSÉ NAZAR
ATRIBUNA
VITÓRIA, ES, DOMINGO, 11 DE ABRIL DE 2010
Anna Beatriz Brito
A afirmação é do psiquiatra José Nazar, que atribui o uso de drogas a famílias desestruturadas que geram filhos frágeis.

As drogas já viraram uma epidemia, atingindo cada vez mais crianças, jovens e adultos. Essa é a avaliação do psiquiatra e psicanalista José Nazar. Ele defende que quem usa drogas não o faz porque quer, mas como meio de sobrevivência para enfrentar seus sofrimentos. Além disso, o psiquiatra acredita que a família tem um papel primordial no tratamento de um parente viciado, mas deve procurar lidar com tranquilidade, já que a preocupação excessiva é inimiga de um bom resultado. Fatores como famílias desestruturadas ou que educam os filhos pelo viés da culpa geram filhos frágeis e mais suscetíveis ao uso de drogas. O psiquiatra e psicanalista José Nazar, autor de artigos sobre as drogas e mestre em psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), da Associação Psiquiátrica do Espírito Santo (Apes) e da Associação Médica do Espírito Santo (Ames), responde a outras dúvidas relacionadas às drogas.
A TRIBUNA A droga já virou epidemia?
JOSÉ NAZAR – A droga já é uma epidemia e a tendência é se alastrar cada vez mais. E que cresça, inclusive, buscando adeptos cada vez mais novos, já na puberdade e na infância. Pessoas de famílias mais desestruturadas estão mais sujeitas a buscar uma solução através das drogas. > Por que a tendência das drogas é se alastrar? Porque a droga tem umfeito específico e particular. A ciência está produzindo cada vez mais novidades com as drogas sintéticas e isso vai se alastrar cada vez mais. Por outro lado, há em todos nós uma dor de existir, a insuportabilidade de viver os parâmetros da realidade, e a gente busca algumas saídas.  Não se quer a realidade e se refugia. Além disso, há a sofisticação do narcotráfico, com uma inteligência no sentido de vender e tornar os sujeitos dependentes dos seus produtos. Traficantes necessitam do usuário.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

E por falar em poesia...

Esta é uma homenagem, a um corajoso brasileiro que acabou de nascer, em condições adversas, mas prova que é Brasileiro, forte e corajoso.

Uma poesia escirita na rua...
"Nasce Bernardo, em plena rua,
como todas as pessoas, que vêm ao mundo, nuas...
Sua mãe, não teve nem tempo de se acomodar...
Bernardo, queria nascer, para poder brilhar...
Não deu tempo de chegar no hospital...
Nasce Bernardo, num parto natural,
foi ali mesmo, no meio do povo,
Aquele pequenino e belo bebê novo...
Sonha Bernardo, vem prá vida...
Foi preciso nascer,  prá ser visto...
Em todas as mídias, e na televisão,
quem sabe Bernardo, tivesse que ser visto pela multidão
para podermos agradecer a Deus,
a humanização..."

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Causos jurídicos e outras histórias engraçadas... Parte I

O direito, como ciência, possue terminologia própria, ou seja usa os seus termos e expressões para nominar os fatos do mundo jurídico. Assim sendo, iremos, por vezes trazer ao deleite dos nossos colegas, algumas história verídicas, por óbvio,  adaptando-se o cenário do imaginário, mas que não retiram a sua essência, e mostram que o linguajar jurídico, por vezes se afasta-se  da  compreensão do pensamento e linguagem populares.
Certa feita, numa longínqua Comarca de um dos muitos interiores do Brasil, uma parte ansiosa por respostas quanto ao andamento do seu processo, dirigiu-se, pessoalmente, ao Cartório. Por sorte, depara-se, com o próprio e único  Juiz de Direito daquela serventia. Arvorando-se de coragem, pergunta o pacato cidadão  ao Magistrado:
- E ai Doutor, o que esta faltando no meu processo?
O Juiz, atencioso, solicitou a escrivã o processo para análise, que estava em cartório e após analisar disse-lhe:
- Senhor, depende da manifestação do Curador, para poder dar seguimento a Ação.
Passados, alguns dias, aquele senhor retorna, com um homem todo vestido de branco, colares peculiares, e os adornos que complementariam e faziam identificar a profissão do mesmo. Então, o senhor virou-se para a escrivã e disse:
- Diga ao doutor, que eu já trouxe o Curador, para despachar o processo, e ele está aqui para defumar o cartório.
Risos gerais, de todos que estavam no recinto, e comunicado ao juiz, o inusitado fato, este atencioso, dirigiu-se ao interessado e esclareceu o que significa, a expressão "curador", no vocábulo jurídico.
P.S: Em algumas regiões, curador, na linguagem popular, é uma expressão utilizada para designar o representante espiritual de uma dada comunidade.
Este é um dos muitos causos jurídicos que ocorrem no cotidiano de nosso exercício.
Em breve, narraremos outras histórias, se você gostou e quer contar outras histórias, o nosso blog está a sua disposição.

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA GAÚCHO É O MAIS EFICIENTE...

Tribunal de Justiça gaúcho é o mais eficiente, segundo a Revista Consultor Jurídico, publicada em 09 de feveiro de 2011, 


Capa Anuário da Justiça Rio Grande do Sul 2010/2011 - ConJur
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul é o mais eficiente do país. Cada um dos seus 140 desembargadores tem 4.100 processos para julgar e, por ano, consegue dar conta de 2.200 deles. Para se ter uma ideia, em São Paulo, onde fica o maior tribunal do país, cada um dos 445 integrantes da corte recebe 2.900 recursos e decide 1.200.
O resultado dessa combinação de números no Rio Grande do Sul é uma taxa de congestionamento baixa (24,9%), se comparada à média nacional, que chega a 50,5%, de acordo com levantamento anual feito pelo Conselho Nacional de Justiça.